Relatórios

O Macro no Detalhe

Série de curtas análises econômicas do nosso Economista-Chefe, Adauto Lima

10 de abril, 2017

O número cheio e algumas medidas subjacentes de inflação mostram que o processo de declínio da inflação continua. Para o ano de 2017, reduzimos nossa projeção para 4,0%, em função da menor pressão de Alimentos e de Serviços. Os maiores riscos para o nosso cenário de convergência do IPCA para a meta permanecem nos Preços Administrados, devido à incerteza quanto aos reajustes de energia elétrica. Por outro lado, esperamos que a inflação dos Preços Livres recue para algo próximo a 3,5% este ano.

03 de abril, 2017

Observou-se um forte aumento na taxa de desemprego no trimestre Dez/16-Fev/17 em relação ao trimestre Nov/16-Jan/17, passando de 12,6% para 13,2%. Descontados os efeitos sazonais, a taxa de desemprego manteve-se estável em 13,1%. O número de desempregados subiu para 13,5 milhões no trimestre Dez/16-Fev /17, muito acima dos 10,4 milhões de desempregados em igual período de 2016. O atual patamar de desemprego encontra-se muito acima das nossas estimativas de NAIRU1 de 8,4% e, portanto, continuará exercendo pressão desinflacionaria nos próximos trimestres.

13 de março, 2017

O cenário inflacionário continua evoluindo de forma bastante positiva, e aumenta a probabilidade de um ciclo ainda maior e mais rápido de cortes na SELIC. O IPCA em fevereiro ficou em 0,33%, abaixo das nossas estimativas de 0,44% e do consenso do mercado de 0,43%. Lembrando que tanto as nossas estimativas, quanto as do mercado, já vinham sendo reduzidas há algumas semanas.

9 de março, 2017

O PIB no 4º trimestre mostrou nova retração da economia, e mais uma vez a surpresa foi negativa, com uma queda maior que a antecipada por nós e pelo consenso de mercado. Após alguns trimestres mostrando retrações menores que as verificadas nos trimestres imediatamente anteriores, a taxa de contração voltou a se acelerar no 4º trimestre de 2016, repetindo a tendência de aceleração da retração que observamos no 3º trimestre. Esta aceleração da contração aumenta a incerteza sobre quando a economia irá se estabilizar e, também, como e quando teremos uma retomada do crescimento econômico. Em resumo, a melhora na confiança dos agentes observada nos últimos trimestres ainda não se refletiu na economia real.

09 de fevereiro, 2017

O IPCA em janeiro ficou em 0,38%, abaixo das nossas estimativas de 0,40% e do consenso do mercado de 0,42%. Tanto as nossas estimativas quanto as do mercado vem sendo reduzidas há algumas semanas (no início de dezembro de 2016, a mediana das expectativas para o IPCA de Janeiro estava em 0,60% e em nosso cenário estava em 0,55%).

01 de fevereiro, 2017

A taxa de desemprego teve ligeiro aumento no trimestre Out-Dez/16 em relação ao trimestre Set-Nov/16, passando de 11,9% para 12%. Descontados os efeitos sazonais, a taxa manteve a tendência de alta que se verifica desde o início de 2015, subindo para 12,9% ante 12,5% no período anterior. O número de desempregados subiu para 12,3 milhões no trimestre Out-Dez/16, muito acima dos 9,1 milhões de desempregados em igual período de 2015.

2 de janeiro, 2017

A taxa de desemprego teve ligeiro aumento no trimestre Set-Nov/16 em relação ao trimestre Ago-Out/16, passando de 11,8% para 11,9%. Descontados os efeitos sazonais, a taxa de desemprego manteve a tendência de alta que se verifica desde o início de 2015, passando para 12,5% ante 12,2% no período anterior. O número de desempregados subiu para 12,1 milhões no trimestre Set-Nov/16, muito acima dos 9,1 milhões de desempregados em igual período de 2015.

9 De Dezembro, 2016

O IPCA subiu 0,18% em novembro, abaixo das expectativas de 0,27% do mercado e da nossa estimativa de 0,32%. O número, e algumas medidas subjacentes de inflação, mostram que o processo de redução da inflação continua, mesmo que a passos lentos. Para o ano de 2016 estamos reduzindo nossa estimativa para de 6,90% para 6,40%, em função de menores pressões em alimentos, serviços e alguns preços administrados, como energia elétrica. Reduzimos também nossa expectativa para o IPCA para 2017 de 5,10% para 5,00%.

1 de dezembro, 2016

O PIB no 3º trimestre mostrou que a economia ainda não apresenta tendência de reversão do ciclo recessivo que se iniciou no 1º trimestre de 2014. Após alguns trimestres mostrando retrações menores que as verificadas nos trimestres imediatamente anteriores, a taxa de contração voltou a se acelerar no 3º trimestre de 2016, aumentando a incerteza sobre quando a economia irá se estabilizar e, também, como e quando teremos uma retomada no crescimento econômico. Em resumo, a melhora na confiança que tivemos ao longo do segundo trimestre deste ano não se refletiu nos dados econômicos até o momento, e não há indícios de que irá se materializar no 4º trimestre também. Com isto, baixamos nossas projeções de crescimento de 2016 e 2017 de -3,3% para -3.5% e de 1,5% para 0,5% respectivamente.

29 de novembro, 2016

A taxa de desemprego ficou estável em 11,8% no trimestre Ago-Out/16 em relação ao trimestre Jul-Set/16, descontados os efeitos sazonais. Sem a dessazonalização, a taxa manteve a tendência de alta que se verifica desde o início de 2015, passando para 12,2% ante 11,9% no período anterior. O número de desempregados subiu para 12,5 milhões no trimestre Ago-Out/16, muito acima dos 9,1 milhões de desempregados em igual período de 2015.

9 de novembro, 2016

O IPCA subiu 0,26% em outubro, um pouco abaixo das expectativas de 0,30% do mercado e da nossa estimativa de 0,28%. O número, e algumas medidas subjacentes de inflação, mostram que o processo de redução da inflação continua, mesmo que a passos lentos. Para o ano de 2016, estamos reduzindo nossa estimativa de 7,1% para 6,9%, em função de pressões menores em alimentos, serviços e alguns preços administrados, como a gasolina. Mantemos nossa estimativa de 5,1% para o IPCA de 2017.

1 De Novembro, 2016

Apesar do crescimento de 0.5% em setembro (mensal dessazonalizado), não há sinais de que o setor industrial tenha revertido efetivamente o ciclo de queda na produção que se iniciou em meados de 2013. Podemos ver alguma estabilização num patamar muito baixo, mas sem sinais claros de recuperação, corroborando nossa visão que a saída deste ciclo recessivo, apesar da forte contração, será lenta.

1 de novembro, 2016

A taxa de desemprego ficou estável em 11.8% no trimestre Jul-Set/16 em relação ao trimestre Jun-Ago/16, descontados os efeitos sazonais. A taxa de desemprego manteve a tendência de alta que se verifica desde o início de 2015, passando para 11.9% ante 11.7% no período anterior.

Adauto Lima

Economista-Chefe

Adauto agrega mais de 24 anos de experiência ao cargo. Antes de entrar para o time da Western Asset, Adauto trabalhou em empresas como a GP Asset Management, West LB e Lloyd Bank. É Mestre em Economia pelo Insper – Instituto de Ensino e Pesquisa.

“O Macro no Detalhe” é uma série de curtas análises do cenário macroeconômico destinada à investidores em geral.